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A AUTORA
Allana Gonzalez
Maringaense, 16 anos. Perfeccionista, mas esculachada; irritada, e também ignorante. Durmo mais do que gostaria e escrevo mais do que poderia imaginar, só que... (+)
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Comecei a escrever porque gostava de brincar com as palavras, inventar humores, descrever cenários. Escrevia porque gostava de ter tudo sob controle... (+)
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Construo uma resposta
escrito em terça-feira, 24 de abril de 2012 às 17:10
Maringá, 24 de Abril de 2012
Querido amigo,
Uma vez me perguntaram como era ser escritora, e eu simplesmente respondi que era maravilhoso. Acho que ambos sabíamos que era uma resposta incompleta, mas deixamos isso de lado. Bom, esse alguém, como já deve ter percebido, é você, e eu decidi colocar a resposta que eu deveria ter lhe dado nesse papel. Todos pensam que um escritor é bom com as palavras, sabem quando devem se calar, sabem organizar suas ideias, e nem sempre é bem assim. Eu acho difícil encontrar palavras para me expressar, para transmitir uma ideia, e as vezes isso culmina num ótimo texto. Também confesso amigo que as vezes me perco na gramática. Normal. Sabe, não quero soar nessa carta muito sábia, tanto por achar essas pessoas sem graça, pessoas que estudam cada passo antes mesmo de sair do lugar, pessoas que não arriscam e vêem o erro como fracasso. Pelo contrário, quero fazê-lo enxergar o mundo como eu vejo: bagunçado, barulhento, porém em sincronia segundo os desejos de uma força sobrenatural (Deus), que faz tudo perfeito. Viu? É tudo uma questão de ponto de vista. Deus está sendo perfeito ao planejar o caos. E é isso o que um escritor precisa fazer, saber enxergar uma coisa por diferentes pontos de vista, seja a de um adolescente, adulto, narradores onisciente e onipresente, ou até mesmo de um cachorro. Um escritor precisa descrever lugares onde nunca esteve, dores que nunca sentiu. Precisa declarar um amor que nunca viveu e ao mesmo tempo criar anatomias, inventar nomes, climas. Um escritor tem que crer em fantasias, viver num mundo paralelo, e saber alcançar o coração de seu público. Sabe, escrever é uma arte, o que faz do escritor mais que um autor. Faz dele um artista. Faz dele também um leitor árduo, e não digo somente de livros, digo de pessoas. Eles aprendem a ler o que se passa na cabeça de alguém através de sua linguagem corporal. Agora você pode ver como a pergunta que me fez naquela noite era ousada né? Pois então saiba que eu não terminei. Cada escritor tem sua mania. Alguns carregam cadernetas/cadernos na bolsa, ou bolso, para todos os lados, outros escrevem ouvindo músicas. O ponto é que nós não contemos a inspiração. Não a prevemos, tampouco a controlamos. Quando ela chega, não importa se você já está na cama pronto para dormir ou no trabalho, você tem que parar e canalizar ela em uma frase, música, o que quer que seja, mas nunca, de modo algum pode deixar ela ir embora. Você está me entendendo? As vezes escrever um livro faz você arrancar seus cabelos, e passar noites em claro, mas uma coisa eu deixo bem claro amigo: ser escritora é maravilhoso. Eu amo desafios, e toda vez que eu pego um papel e uma caneta, me vejo diante de um. O resultado é ótimo, e a minha vida repercute em cada conto novo que escrevo. Tenho um pouco de mim em cada personagem que invento, e gosto de saber que quando morrer, deixarei um pouco de mim nas folhas. Então eu retorno a dizer querido, ser escritora é maravilhoso, e aquela sua pergunta naquela noite de baile me fez perceber o quanto sou sortuda por ter alcançado essa vida maluca.
Com carinho e eternamente grata pela sua ousadia,
sua amiga. Marcadores: história

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Construo uma resposta
escrito em terça-feira, 24 de abril de 2012 às 17:10
Maringá, 24 de Abril de 2012
Querido amigo,
Uma vez me perguntaram como era ser escritora, e eu simplesmente respondi que era maravilhoso. Acho que ambos sabíamos que era uma resposta incompleta, mas deixamos isso de lado. Bom, esse alguém, como já deve ter percebido, é você, e eu decidi colocar a resposta que eu deveria ter lhe dado nesse papel. Todos pensam que um escritor é bom com as palavras, sabem quando devem se calar, sabem organizar suas ideias, e nem sempre é bem assim. Eu acho difícil encontrar palavras para me expressar, para transmitir uma ideia, e as vezes isso culmina num ótimo texto. Também confesso amigo que as vezes me perco na gramática. Normal. Sabe, não quero soar nessa carta muito sábia, tanto por achar essas pessoas sem graça, pessoas que estudam cada passo antes mesmo de sair do lugar, pessoas que não arriscam e vêem o erro como fracasso. Pelo contrário, quero fazê-lo enxergar o mundo como eu vejo: bagunçado, barulhento, porém em sincronia segundo os desejos de uma força sobrenatural (Deus), que faz tudo perfeito. Viu? É tudo uma questão de ponto de vista. Deus está sendo perfeito ao planejar o caos. E é isso o que um escritor precisa fazer, saber enxergar uma coisa por diferentes pontos de vista, seja a de um adolescente, adulto, narradores onisciente e onipresente, ou até mesmo de um cachorro. Um escritor precisa descrever lugares onde nunca esteve, dores que nunca sentiu. Precisa declarar um amor que nunca viveu e ao mesmo tempo criar anatomias, inventar nomes, climas. Um escritor tem que crer em fantasias, viver num mundo paralelo, e saber alcançar o coração de seu público. Sabe, escrever é uma arte, o que faz do escritor mais que um autor. Faz dele um artista. Faz dele também um leitor árduo, e não digo somente de livros, digo de pessoas. Eles aprendem a ler o que se passa na cabeça de alguém através de sua linguagem corporal. Agora você pode ver como a pergunta que me fez naquela noite era ousada né? Pois então saiba que eu não terminei. Cada escritor tem sua mania. Alguns carregam cadernetas/cadernos na bolsa, ou bolso, para todos os lados, outros escrevem ouvindo músicas. O ponto é que nós não contemos a inspiração. Não a prevemos, tampouco a controlamos. Quando ela chega, não importa se você já está na cama pronto para dormir ou no trabalho, você tem que parar e canalizar ela em uma frase, música, o que quer que seja, mas nunca, de modo algum pode deixar ela ir embora. Você está me entendendo? As vezes escrever um livro faz você arrancar seus cabelos, e passar noites em claro, mas uma coisa eu deixo bem claro amigo: ser escritora é maravilhoso. Eu amo desafios, e toda vez que eu pego um papel e uma caneta, me vejo diante de um. O resultado é ótimo, e a minha vida repercute em cada conto novo que escrevo. Tenho um pouco de mim em cada personagem que invento, e gosto de saber que quando morrer, deixarei um pouco de mim nas folhas. Então eu retorno a dizer querido, ser escritora é maravilhoso, e aquela sua pergunta naquela noite de baile me fez perceber o quanto sou sortuda por ter alcançado essa vida maluca.
Com carinho e eternamente grata pela sua ousadia,
sua amiga. Marcadores: história

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ALLANA GONZALEZ.
“Não deixe sua felicidade depender de algo que você pode perder.”
- Autor Desconhecido
Maringaense, 16 anos. Perfeccionista, mas esculachada; irritada, e também ignorante. Durmo mais do que gostaria e escrevo mais do que poderia imaginar, só que tenho uma forte tendência a começar tudo e não terminar nada. Sou consumista compulsiva de livros, extremamente ansiosa e odeio bichos que voam na minha direção. Prefiro finais de semanas em sítio, do que ficar presa na cidade. Adoro o verão, mas gosto da atmosfera do inverno. Prefiro ficção do que romance, e sou meio claustrofóbica. Ainda escuto músicas da Disney e já estou no meu quinto diário. Não sei consolar pessoas, e também não sigo os meus próprios conselhos. Sou azarada, lerda, escandalosa. Meu sonho? Alcançar cada vez um público maior para minhas histórias.
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BAÚ DE TINTA
“E você continua escrevendo sua história pulando linhas, errando palavras, esquecendo os títulos.”
- Tati Bernardi.
Comecei a escrever porque gostava de brincar com as palavras, inventar humores, descrever cenários. Escrevia porque gostava de ter tudo sob controle, de saber o que aconteceria, e porque eu colocava como desfecho das minhas histórias as soluções para os problemas que não encontrava na realidade. Agora eu escrevo porque não aguento guardar tudo para mim, porque a realidade ficou muito chata, porque sinto demais. Escrevo primeiramente para mim e por mim. E esse blog surgiu porque eu queria que as pessoas conhecessem esse meu lado. E porque histórias são escritas para serem lidas.
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