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A AUTORA
Allana Gonzalez
Maringaense, 16 anos. Perfeccionista, mas esculachada; irritada, e também ignorante. Durmo mais do que gostaria e escrevo mais do que poderia imaginar, só que... (+)
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O BLOG
Comecei a escrever porque gostava de brincar com as palavras, inventar humores, descrever cenários. Escrevia porque gostava de ter tudo sob controle... (+)
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O que você faria?
escrito em segunda-feira, 3 de setembro de 2012 às 17:04
Hoje alguém me perguntou o que eu faria se um médico me dissesse que eu teria somente mais um ano de vida. Naquele instante eu sabia que o romântico casaria com a amada. Sabia que eles iriam se preocupar em aproveitar cada momento fazendo memórias, tirando fotos, e talvez, TALVEZ, eles teriam um filho.
Sabia que aquele estudante de jornalismo escreveria ótimos artigos, se destacaria em suas matéiras e se arriscaria num livro. Sabia, com certeza, que uma mãe ficaria pensando em seus filhos todos os 365 dias. Todas as suas ações estariam ligadas diretamente ao desejo de consolá-los. Talvez ela os deixaria cartas. Não sei. Mas a sua dor não viria da realidade de estar partindo do mundo, mas sim de estar deixando os seus filhos para trás.
Enquanto pensava numa resposta, lembrei que o crente tentaria garantir que todos aqueles que ele ama estivessem salvos. Lembrei do famoso que com certeza tiraria proveito dessa situação: escreveria uma autobiografia ou doaria os seus bens para instituições, com um desejo no íntimo de ser lembrando mesmo depois de sua morte.
Pensei naquele músico que começaria a divulgar suas próprias músicas, naquela garota que deixaria a cidade e exploraria outros países, naquele garoto que enlouqueceria.
Mas e eu? O que eu faria? Poxa. Eu conseguia até supor o que certas pessoas fariam. A minha vó iria querer toda a família por perto, a minha amiga iria saltar de paraquedas, o meu pastor iria para a África, o psicólogo do meu primo de 2º grau escreveria suas próprias teses sobre o comportamento humano quando sob pressão. Mas e eu? Eu ficaria chocada é claro. Iria me desapegar de certas pessoas, certos hobbies. Mas o que faria em seguida?
Nesses 2 minutos que se passaram, percebi que aquela minha caixa de recordação não teria mais valor para mim, muito menos aquele sapato que eu estava louca paraa comprar, mas o pior de tudo é que percebi que estava vivendo de acordo e sempre na mesma rotina, sem tempo para sonhar, para aproveitar de verdade a vida.
Se eu tivesse só mais um ano de vida eu começaria largando a faculdade. Com certeza.
Marcadores: história

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O que você faria?
escrito em segunda-feira, 3 de setembro de 2012 às 17:04
Hoje alguém me perguntou o que eu faria se um médico me dissesse que eu teria somente mais um ano de vida. Naquele instante eu sabia que o romântico casaria com a amada. Sabia que eles iriam se preocupar em aproveitar cada momento fazendo memórias, tirando fotos, e talvez, TALVEZ, eles teriam um filho.
Sabia que aquele estudante de jornalismo escreveria ótimos artigos, se destacaria em suas matéiras e se arriscaria num livro. Sabia, com certeza, que uma mãe ficaria pensando em seus filhos todos os 365 dias. Todas as suas ações estariam ligadas diretamente ao desejo de consolá-los. Talvez ela os deixaria cartas. Não sei. Mas a sua dor não viria da realidade de estar partindo do mundo, mas sim de estar deixando os seus filhos para trás.
Enquanto pensava numa resposta, lembrei que o crente tentaria garantir que todos aqueles que ele ama estivessem salvos. Lembrei do famoso que com certeza tiraria proveito dessa situação: escreveria uma autobiografia ou doaria os seus bens para instituições, com um desejo no íntimo de ser lembrando mesmo depois de sua morte.
Pensei naquele músico que começaria a divulgar suas próprias músicas, naquela garota que deixaria a cidade e exploraria outros países, naquele garoto que enlouqueceria.
Mas e eu? O que eu faria? Poxa. Eu conseguia até supor o que certas pessoas fariam. A minha vó iria querer toda a família por perto, a minha amiga iria saltar de paraquedas, o meu pastor iria para a África, o psicólogo do meu primo de 2º grau escreveria suas próprias teses sobre o comportamento humano quando sob pressão. Mas e eu? Eu ficaria chocada é claro. Iria me desapegar de certas pessoas, certos hobbies. Mas o que faria em seguida?
Nesses 2 minutos que se passaram, percebi que aquela minha caixa de recordação não teria mais valor para mim, muito menos aquele sapato que eu estava louca paraa comprar, mas o pior de tudo é que percebi que estava vivendo de acordo e sempre na mesma rotina, sem tempo para sonhar, para aproveitar de verdade a vida.
Se eu tivesse só mais um ano de vida eu começaria largando a faculdade. Com certeza.
Marcadores: história

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ALLANA GONZALEZ.
“Não deixe sua felicidade depender de algo que você pode perder.”
- Autor Desconhecido
Maringaense, 16 anos. Perfeccionista, mas esculachada; irritada, e também ignorante. Durmo mais do que gostaria e escrevo mais do que poderia imaginar, só que tenho uma forte tendência a começar tudo e não terminar nada. Sou consumista compulsiva de livros, extremamente ansiosa e odeio bichos que voam na minha direção. Prefiro finais de semanas em sítio, do que ficar presa na cidade. Adoro o verão, mas gosto da atmosfera do inverno. Prefiro ficção do que romance, e sou meio claustrofóbica. Ainda escuto músicas da Disney e já estou no meu quinto diário. Não sei consolar pessoas, e também não sigo os meus próprios conselhos. Sou azarada, lerda, escandalosa. Meu sonho? Alcançar cada vez um público maior para minhas histórias.
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BAÚ DE TINTA
“E você continua escrevendo sua história pulando linhas, errando palavras, esquecendo os títulos.”
- Tati Bernardi.
Comecei a escrever porque gostava de brincar com as palavras, inventar humores, descrever cenários. Escrevia porque gostava de ter tudo sob controle, de saber o que aconteceria, e porque eu colocava como desfecho das minhas histórias as soluções para os problemas que não encontrava na realidade. Agora eu escrevo porque não aguento guardar tudo para mim, porque a realidade ficou muito chata, porque sinto demais. Escrevo primeiramente para mim e por mim. E esse blog surgiu porque eu queria que as pessoas conhecessem esse meu lado. E porque histórias são escritas para serem lidas.
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