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A AUTORA
Allana Gonzalez
Maringaense, 16 anos. Perfeccionista, mas esculachada; irritada, e também ignorante. Durmo mais do que gostaria e escrevo mais do que poderia imaginar, só que... (+)
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O BLOG
Comecei a escrever porque gostava de brincar com as palavras, inventar humores, descrever cenários. Escrevia porque gostava de ter tudo sob controle... (+)
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Mais tarde ela ficou sabendo
escrito em quinta-feira, 8 de novembro de 2012 às 15:30
" Aquilo eram lágrimas. Ela estava chorando e a culpa era minha? Mães não choram. Nunca. A minha pelo menos não. Ela não tem medo de agulha, nem do escuro. Ela come salada e não tem medo do trovão. Ela é a mulher mais corajosa do mundo, então por que ela está chorando? Eu só fiz uma pergunta. Eu queria saber onde estava o meu pai porque me disseram que ele voltava de viagem hoje, e ela começou a chorar. Ela me abraçou e me trouxe para a cama, sem responder a minha pergunta. Ela nem deixou eu ir tomar o meu leite. E o Sr. Plutão (finalmente decidi o nome do meu ursinho) ficou lá na sala sozinho. Ele deve estar com saudades de mim assim como eu estou do papai."
- texto extraído do diário de Anna, 8 anos. Dia da morte de seu pai.
"Eu sabia que ela ia perguntar sobre ele. As vezes eu chego a pensar que ela ama mais ele do que eu, mas sei que isso é bobagem, ciúmes. Eu até consegui me controlar bem, mas a dor era muito grande. Eu estava sozinha agora. Sozinha com um filho na barriga, e uma garotinha maravilhosa que terá que crescer sem o pai. Bastou ouvir seus passos descalços na sala que as lágrimas se acumularam em meus olhos. Eu não queria chorar na frente dela. Eu queria ser forte por nós duas, porque sabia que seria difícil fazer ela entender que seu pai nunca mais voltaria, mas eu não consegui, e por isso eu não pude responder aquela simples pergunta. Sei que assustei ela ao me descontrolar daquele jeito, mas foi tão bom tê-la por perto, nos meus braços. Amanhã eu terei que contar a verdade, e amanhã eu não irei chorar."
- papel encontrado em uma das gavetas da cômoda verde. Marcadores: história

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Mais tarde ela ficou sabendo
escrito em quinta-feira, 8 de novembro de 2012 às 15:30
" Aquilo eram lágrimas. Ela estava chorando e a culpa era minha? Mães não choram. Nunca. A minha pelo menos não. Ela não tem medo de agulha, nem do escuro. Ela come salada e não tem medo do trovão. Ela é a mulher mais corajosa do mundo, então por que ela está chorando? Eu só fiz uma pergunta. Eu queria saber onde estava o meu pai porque me disseram que ele voltava de viagem hoje, e ela começou a chorar. Ela me abraçou e me trouxe para a cama, sem responder a minha pergunta. Ela nem deixou eu ir tomar o meu leite. E o Sr. Plutão (finalmente decidi o nome do meu ursinho) ficou lá na sala sozinho. Ele deve estar com saudades de mim assim como eu estou do papai."
- texto extraído do diário de Anna, 8 anos. Dia da morte de seu pai.
"Eu sabia que ela ia perguntar sobre ele. As vezes eu chego a pensar que ela ama mais ele do que eu, mas sei que isso é bobagem, ciúmes. Eu até consegui me controlar bem, mas a dor era muito grande. Eu estava sozinha agora. Sozinha com um filho na barriga, e uma garotinha maravilhosa que terá que crescer sem o pai. Bastou ouvir seus passos descalços na sala que as lágrimas se acumularam em meus olhos. Eu não queria chorar na frente dela. Eu queria ser forte por nós duas, porque sabia que seria difícil fazer ela entender que seu pai nunca mais voltaria, mas eu não consegui, e por isso eu não pude responder aquela simples pergunta. Sei que assustei ela ao me descontrolar daquele jeito, mas foi tão bom tê-la por perto, nos meus braços. Amanhã eu terei que contar a verdade, e amanhã eu não irei chorar."
- papel encontrado em uma das gavetas da cômoda verde. Marcadores: história

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ALLANA GONZALEZ.
“Não deixe sua felicidade depender de algo que você pode perder.”
- Autor Desconhecido
Maringaense, 16 anos. Perfeccionista, mas esculachada; irritada, e também ignorante. Durmo mais do que gostaria e escrevo mais do que poderia imaginar, só que tenho uma forte tendência a começar tudo e não terminar nada. Sou consumista compulsiva de livros, extremamente ansiosa e odeio bichos que voam na minha direção. Prefiro finais de semanas em sítio, do que ficar presa na cidade. Adoro o verão, mas gosto da atmosfera do inverno. Prefiro ficção do que romance, e sou meio claustrofóbica. Ainda escuto músicas da Disney e já estou no meu quinto diário. Não sei consolar pessoas, e também não sigo os meus próprios conselhos. Sou azarada, lerda, escandalosa. Meu sonho? Alcançar cada vez um público maior para minhas histórias.
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BAÚ DE TINTA
“E você continua escrevendo sua história pulando linhas, errando palavras, esquecendo os títulos.”
- Tati Bernardi.
Comecei a escrever porque gostava de brincar com as palavras, inventar humores, descrever cenários. Escrevia porque gostava de ter tudo sob controle, de saber o que aconteceria, e porque eu colocava como desfecho das minhas histórias as soluções para os problemas que não encontrava na realidade. Agora eu escrevo porque não aguento guardar tudo para mim, porque a realidade ficou muito chata, porque sinto demais. Escrevo primeiramente para mim e por mim. E esse blog surgiu porque eu queria que as pessoas conhecessem esse meu lado. E porque histórias são escritas para serem lidas.
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