<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/platform.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar/3234692532421762386?origin\x3dhttp://baudetinta.blogspot.com', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>
A AUTORA


Allana Gonzalez
Maringaense, 16 anos. Perfeccionista, mas esculachada; irritada, e também ignorante. Durmo mais do que gostaria e escrevo mais do que poderia imaginar, só que... (+)

+ siga o blog | tumblr | twitter | facebook

O BLOG
Comecei a escrever porque gostava de brincar com as palavras, inventar humores, descrever cenários. Escrevia porque gostava de ter tudo sob controle... (+)

CURTA


O QUE LEIO

ÚLTIMAS POSTAGENS
Não só ele, como todos sabiam
escrito em quarta-feira, 28 de novembro de 2012 às 20:43


       Silêncio. Estávamos somente a 3 passos de distância. Ele estava sentado bem na minha frente, e a nossa volta, o povo conversava. Nós não. Eu não sabia o que fazer com as minhas mãos, e será que dava para perceber que eu estava suando? E para onde eu olhava?  Eu não conseguia simplesmente ignorar. Fingir que ele não estava ali. Estava perdida. Confusa. Queria sair daquela situação constrangedora. Passei a mão no cabelo pela milésima vez na noite, e fingi olhar as horas no celular. Pensei em digitar alguma mensagem, só para, sei lá, parecer que eu estava fazendo alguma coisa de útil, mas não, eu não tinha crédito e ele sabia disso. 
       Prendi o cabelo num coque alto, e por um segundo nossos olhares se cruzaram. Droga. 
       Fiquei ali, sentada, sem saber o que fazer com os meus membros do corpo. Travada num turbilhão de emoções, turbilhão de pensamentos, de teorias sem sentido. Tentava imaginar o que ele falaria para mim. O que eu falaria para ele. Ele sabia não sabia? Ele tinha que saber! Bom, pelo menos eu achava que deveria. 
       Fiquei mexendo nos buttons da bolsa, batendo o pé nervosamente. Era a hora do parabéns. Não me mexi. Todos se levantaram e entraram na casa, e eu continuei ali, sentada, sozinha, tentando me acalmar, tentando me recompor. Com os olhos fechados, puxei o fôlego e contei até 10. Quando os abri, ele estava ali na frente. Lindo. Maravilhoso. Perfeito no ponto de ser sacanagem. 
       Silêncio. É, era isso. Eu não aguentava aquilo. Ele estava apaixonado por mim. Ele. Ele! Oh amigo. O que você fez? Por quê? Ontem você quis uma resposta de mim, e eu não consegui pensar em nada. Fiquei lá, parada e travada num turbilhão de emoções que eu não conseguia distinguir uma das outras. Raiva, dó, carinho, agonia, infelicidade. E aqui estou eu. Igual ontem. Com medo de me levantar. Com medo de te encarar. E principalmente, com um medo danado de te perder. 
       O que eu falaria? Como eu falaria? Passei a mão no cabelo, agora olhando para os meus pés. Sabia que ele estava esperando uma resposta. Ele, que nunca quis me pressionar, e sabia que estava se esforçando, não me dava espaço agora. Ele parecia querer arrancar uma resposta dos meus lábios. Ou quem sabe um beijo. Mas e eu? O que eu queria? 
       Olhei para ele. O desgraçado estava sorrindo, como se tivesse o controle sobre a situação. Como se tudo o que está acontecendo agora ele já soubesse que ia acontecer. Ele sabia a minha resposta? Eu sabia a minha resposta? Misericórdia. Eu estava enlouquecendo. Uma vida sem ele? Uma vida com ele? Para sempre? Mas até quando era esse para sempre? E se a gente estragasse tudo? 
       As palmas do parabéns irromperam no silêncio abafando o som do meu coração. Não queria dar aquela resposta. Coloquei a alça da bolsa no ombro, e lá estava ele com a mão estendida para mim, como se tivesse percebido que eu estava pronta para sair correndo de lá. Não aguentei. Pulei para os seus braços. Enterrei minha cabeça em seu peito, e deixei que ele me abraçasse. Eu chorava. Uma vida sem ele era impossível. Doía. Ardia. Rasgava o meu peito. Dividia o meu coração em dois. Ah como eu o amava. E aquele idiota sabia disso. Sabia que eu o amava. E mais, ele também sabia que nós ficaríamos juntos antes mesmo de eu sussurrar sua resposta. 


Marcadores:


0 comentário[s]






© 2012 - layout criado por afeeqah.
e adaptado para "baú de tinta" por júlia duarte