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A AUTORA
Allana Gonzalez
Maringaense, 16 anos. Perfeccionista, mas esculachada; irritada, e também ignorante. Durmo mais do que gostaria e escrevo mais do que poderia imaginar, só que... (+)
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Comecei a escrever porque gostava de brincar com as palavras, inventar humores, descrever cenários. Escrevia porque gostava de ter tudo sob controle... (+)
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2 dias para o fim do mundo
escrito em quarta-feira, 19 de dezembro de 2012 às 18:18
Dois dias. 48 horas. Na verdade, ainda tenho 48 horas e 13 minutos, e dá para fazer um estrago tremendo com esse tempo. Viver ao máximo. Aproveitar cada segundo. Sei que agora tenho apenas 48 horas e 12 minutos até o fim do mundo. O relógio parece gritar cada vez mais o seu tique-taque. Cada segundo que se passa, um segundo mais perto do fim. E eu tenho quase certeza de que era para eu estar sentindo alguma coisa. Quase. Mas o pior é que eu não sinto nem arrependimento, nem medo. Acho até reconfortante saber o dia que tudo vai acabar. Não gosto de surpresas. Sim, a minha vida está sendo interrompida, mas e daí? Já amei, já dancei, já chorei, já me esgotei. Eu vou morrer sozinha, da minha forma, e levarei junto comigo todos os meus sonhos e promessas. Os segredos continuarão segredos. Minhas poesias secretas continuarão escondidas no meu baú, e eu com certeza não saírei de casa para dizer a ele que o amo, muito menos para dizer que todos os dias da minha vida, nesses últimos 2 anos, ele vem crescendo em minha mente. Ele, aquele idiota, que passa todos os dias do meu lado, sem ao menos me ver de verdade. Sabe, eu só continuarei com a minha vida normalmente. Vou dar uma passada na biblioteca, andar de roller, ir para a academia. Se for abrir é claro. Talvez eu até gaste todo o meu dinheiro em coisas idiotas que o apocalipse vai destruir. Mas e daí? Eu tenho 48 horas e agora 5 minutos de pura idiotice. Puro instinto. Puro desespero. Esses são os 6060 seguintes minutos onde todos tomam coragem para fazer aquilo que nunca fizeram. Esses são os 363600 segundos onde as pessoas finalmente acordam para a vida, e percebem que a perdeu a muito tempo atrás. Sim, eu poderia deixar a realidade do fim subir na minha cabeça e perceber que deixei coisas incompletas para trás. Pessoas que merecem o meu perdão, um livro que eu peguei emprestado e nunca devolvi, um abraço que eu nunca dei. Meu Deus. A onde eu estou com a cabeça? Eu tenho tanta coisa para fazer em tão pouco tempo. Não quero ficar sozinha. Não quero morrer sozinha. Eu sei que tentar concertar tudo agora não vai adiantar, mas também sei que se eu não tentar, é pior ainda. É meia noite agora. Eu tenho apenas 48 horas, mas eu sei que um ser humano aguenta ficar dois dias sem dormir. Que bom. Eu precisava falar para ele que o amava. Levantei num pulo do sofá e peguei as chaves do carro. O mundo podia estar acabando, todo mundo podia estar enlouquecendo, procurando abrigo ou adrenalina, mas eu precisava só de uma coisa: ele. Aí o mundo podia acabar.Marcadores: história

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2 dias para o fim do mundo
escrito em quarta-feira, 19 de dezembro de 2012 às 18:18
Dois dias. 48 horas. Na verdade, ainda tenho 48 horas e 13 minutos, e dá para fazer um estrago tremendo com esse tempo. Viver ao máximo. Aproveitar cada segundo. Sei que agora tenho apenas 48 horas e 12 minutos até o fim do mundo. O relógio parece gritar cada vez mais o seu tique-taque. Cada segundo que se passa, um segundo mais perto do fim. E eu tenho quase certeza de que era para eu estar sentindo alguma coisa. Quase. Mas o pior é que eu não sinto nem arrependimento, nem medo. Acho até reconfortante saber o dia que tudo vai acabar. Não gosto de surpresas. Sim, a minha vida está sendo interrompida, mas e daí? Já amei, já dancei, já chorei, já me esgotei. Eu vou morrer sozinha, da minha forma, e levarei junto comigo todos os meus sonhos e promessas. Os segredos continuarão segredos. Minhas poesias secretas continuarão escondidas no meu baú, e eu com certeza não saírei de casa para dizer a ele que o amo, muito menos para dizer que todos os dias da minha vida, nesses últimos 2 anos, ele vem crescendo em minha mente. Ele, aquele idiota, que passa todos os dias do meu lado, sem ao menos me ver de verdade. Sabe, eu só continuarei com a minha vida normalmente. Vou dar uma passada na biblioteca, andar de roller, ir para a academia. Se for abrir é claro. Talvez eu até gaste todo o meu dinheiro em coisas idiotas que o apocalipse vai destruir. Mas e daí? Eu tenho 48 horas e agora 5 minutos de pura idiotice. Puro instinto. Puro desespero. Esses são os 6060 seguintes minutos onde todos tomam coragem para fazer aquilo que nunca fizeram. Esses são os 363600 segundos onde as pessoas finalmente acordam para a vida, e percebem que a perdeu a muito tempo atrás. Sim, eu poderia deixar a realidade do fim subir na minha cabeça e perceber que deixei coisas incompletas para trás. Pessoas que merecem o meu perdão, um livro que eu peguei emprestado e nunca devolvi, um abraço que eu nunca dei. Meu Deus. A onde eu estou com a cabeça? Eu tenho tanta coisa para fazer em tão pouco tempo. Não quero ficar sozinha. Não quero morrer sozinha. Eu sei que tentar concertar tudo agora não vai adiantar, mas também sei que se eu não tentar, é pior ainda. É meia noite agora. Eu tenho apenas 48 horas, mas eu sei que um ser humano aguenta ficar dois dias sem dormir. Que bom. Eu precisava falar para ele que o amava. Levantei num pulo do sofá e peguei as chaves do carro. O mundo podia estar acabando, todo mundo podia estar enlouquecendo, procurando abrigo ou adrenalina, mas eu precisava só de uma coisa: ele. Aí o mundo podia acabar.Marcadores: história

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ALLANA GONZALEZ.
“Não deixe sua felicidade depender de algo que você pode perder.”
- Autor Desconhecido
Maringaense, 16 anos. Perfeccionista, mas esculachada; irritada, e também ignorante. Durmo mais do que gostaria e escrevo mais do que poderia imaginar, só que tenho uma forte tendência a começar tudo e não terminar nada. Sou consumista compulsiva de livros, extremamente ansiosa e odeio bichos que voam na minha direção. Prefiro finais de semanas em sítio, do que ficar presa na cidade. Adoro o verão, mas gosto da atmosfera do inverno. Prefiro ficção do que romance, e sou meio claustrofóbica. Ainda escuto músicas da Disney e já estou no meu quinto diário. Não sei consolar pessoas, e também não sigo os meus próprios conselhos. Sou azarada, lerda, escandalosa. Meu sonho? Alcançar cada vez um público maior para minhas histórias.
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BAÚ DE TINTA
“E você continua escrevendo sua história pulando linhas, errando palavras, esquecendo os títulos.”
- Tati Bernardi.
Comecei a escrever porque gostava de brincar com as palavras, inventar humores, descrever cenários. Escrevia porque gostava de ter tudo sob controle, de saber o que aconteceria, e porque eu colocava como desfecho das minhas histórias as soluções para os problemas que não encontrava na realidade. Agora eu escrevo porque não aguento guardar tudo para mim, porque a realidade ficou muito chata, porque sinto demais. Escrevo primeiramente para mim e por mim. E esse blog surgiu porque eu queria que as pessoas conhecessem esse meu lado. E porque histórias são escritas para serem lidas.
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