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A AUTORA


Allana Gonzalez
Maringaense, 16 anos. Perfeccionista, mas esculachada; irritada, e também ignorante. Durmo mais do que gostaria e escrevo mais do que poderia imaginar, só que... (+)

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Comecei a escrever porque gostava de brincar com as palavras, inventar humores, descrever cenários. Escrevia porque gostava de ter tudo sob controle... (+)

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Um cenário bagunçado, mas organizado
escrito em terça-feira, 25 de dezembro de 2012 às 17:32


       Como montar o cenário do natal? Bom, você precisa de um plano de fundo, uma trilha sonora, as personagens, o enredo, o climax e o desfecho. Tudo isso precisa ser costurado, remendado e juntado, fazendo disso uma bagunça organizada. Uma bagunça agradável, gostosa, familiar. Uma bagunça onde você consiga achar no meio a magia desse feriado, desse aniversário, comemorado pela 2012ª vez. 
       Para começar, temos o plano de fundo colorido e iluminado. Todo e qualquer traço da escuridão é apagado, devendo ser escondido pelas pequenas luzes que piscam sem parar, que brilham e dão um trabalho danado para se desenrolarem e tirar da caixa. Temos o pinheiro num canto - a única coisa artificial do cenário - e os presentes ao seu redor. Um presépio num canto, quase ofuscado pelo brilho das outras decorações, mas é este que mostra o verdadeiro significado da coisa toda. E o ambiente, o ambiente é a casa da vó. 
       Numa altura razoável nós temos a trilha sonora, que não chega nem perto de atrapalhar o show. É o som das risadas, das crianças correndo pelos corredores, da louça sendo posta na mesa, das conversas, dos flashs, do papai Noel na prateleira que toca a sua música durante a noite inteira. Nesse caso nós não precisamos de rádio, não precisamos de grandes maestros, porque todo esse conjunto, toda essa harmonia bagunçada, de certa forma entra em sincronia, e é o que trás a euforia da noite, da véspera do natal, da espera pela meia noite, e que de certo modo trás aquela alegria que só a dança e o prazer pelo som da música trás. Além da nostalgia. E aquele que não é capaz de reconhecer a qualidade dessa trilha sonora... 
       E agora, no palco, todos como atores principais, temos os primos, os netos, os filhos, os cunhados, os sogros, os bisnetos. Não temos espaço para figurantes, e a peça em si torna-se um show capaz de esgotar bilheterias. Estes não precisam de roteiro, de scripts, porque essa é uma peça improvisada, solta de qualquer amarra que impeça o ator de ser ele mesmo. Então eles choram mesmo, dançam mesmo, comem mesmo. E quando percebemos, todos estão em volta da mesa, faltando uma hora apenas para o natal, e aí, temos o clímax. A oração, a palavra de alguém, e a palavra final da avó. As lágrimas são de alegria. Todos estão juntos, com saúde. Todos se amam, todos tem comida na mesa, e muito para agradecer. Não tem como não ser tocado pelo momento.
       Como todo ano, eles tentam fazer a contagem regressiva para a meia noite, assim como no ano novo, e tudo vira uma bagunça, mas finalmente é natal. O vinho é servido, e os abraços e risadas, as promessas e agradecimentos sussurrados fazem a magia da madrugada. É natal. As crianças correm para pegar os seus presentes, e logo o chão fica cheio de fitas e papéis. A avó está dançando num canto com seu filho, e os netos estão tirando fotos.
       Logo chegamos ao desfecho. Infelizmente. A madrugada já correu, e aos poucos, as pessoas vão se despedindo. A louça já foi lavada, os papéis recolhidos, os presentes abertos. A casa, com uma velocidade infeliz, fica vazia. Sobra apenas a senhora, com as luzes piscando, o papai Noel cantando a sua música da prateleira e um anel esquecido por alguém na mesa. As cortinas lentamente começam a se fechar quando a senhora senta no sofá, um sorriso nos lábios, os pés inchados, e uma melodia escapando-lhe pelos lábios, mas uma promessa escapa para o público: ainda é natal, eles vão voltar.
        

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