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A AUTORA


Allana Gonzalez
Maringaense, 16 anos. Perfeccionista, mas esculachada; irritada, e também ignorante. Durmo mais do que gostaria e escrevo mais do que poderia imaginar, só que... (+)

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Comecei a escrever porque gostava de brincar com as palavras, inventar humores, descrever cenários. Escrevia porque gostava de ter tudo sob controle... (+)

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Uma desventura, e tomara que não, em série
escrito em quarta-feira, 26 de dezembro de 2012 às 17:27


       Se você gosta de finais felizes, bom, esta não é uma história para você ler então. Porque essa é uma desventura, uma tragédia. Não tem nada de romântico. Então, se você não é desse tipo, bom, espere outra história. Leia uma revista. Feche o computador. Faça outra coisa. 
       Essa história é sobre um garoto e uma garota. Ela estava apaixonada. Ele não. E os dois viviam de desencontros. Ela fazia de tudo para encontrá-lo pela cidade. Tentava adivinhar a hora que ele ia para a academia, os dias que caminhava no bosque, os lugares que frequentava. E tudo isso para uma troca de olhares, um meio sorriso - educado da parte dele , apaixonado da parte dela -, e um cumprimento. Seu "oi" saía contido, quase sussurrado, porque ela queria dizer tanta coisa, queria tanta coisa dele, mas ele só retribuía um sorriso, e o mais lindo que ela conhecia. E ela só ali, sonhando com verdadeiros encontros, mas seus desencontros eram o suficiente para aumentar a sede do amor dele.
       Coisa engraçada isso, o amor. Ela pensava nele, não o dia inteiro, mas com uma frequência muito grande. Tinha o número dele no celular, mas ele não sabia disso.  Sabia sua idade, seu nome completo, onde estudou, quantos irmãos tinha, que carro tinha. Para os outros, essa sua atitude podia passar como perseguição. Mas não. Não era. Ela só estava loucamente e perdidamente apaixonada. Ela havia se esvaziado de si mesma, e se preencheu inteiramente de emoção.  Tudo o que fazia, tudo o que pensava... amor. Aquele desconhecido, para ela, era a melhor coisa que lhe aperecera nesse ano. 
       Já ele, sabia quem ela era. Ele sabia o seu nome - o primeiro pelo menos -, e já tinha percebido o quanto ela era bonita. Mas a forma como ela olhava para ele, a forma como toda vez que eles estavam no mesmo cômodo os seus olhares se cruzavam várias vezes, não fazia ele sentir nada. Nada além de um incômodo. E ele estava um pouco cansado de sentir isso. Já tinha tentado ignorar ela por completo, mas ela sempre estava ali, sorrindo para ele, esperando alguma reação de sua parte. Ele tinha medo dela estar apaixonada por ele. 
       Espere, não fique bravo, eu avisei que essa não era uma história de amor. A forma como ela chorou de noite quando percebeu que ela não era nada para ele, nada alem de uma desconhecida conhecida que de costume, ele a cumprimentava, acabou com toda e qualquer ilusão que ela tinha de seguir uma vida com ele. A forma como doeu e demorou para ela se erguer do chão, a forma como ela começou a evitar todos os lugares que ele ia, tudo isso é parte de uma tragédia. Tudo isso forma uma história. Um drama. Tudo isso faz dela, ela mesma. A forma como ela se descobriu com a recusa daquele que amava. A forma como ela percebeu que era difícil se entregar integralmente ao amor, e acreditar novamente no poder dele. Bom. Tudo isso deu forma à ela. Ela antes era uma pessoa ordinária, mas logo, tomou forma segundo a forma que tudo desencadeou num avalanche de emoções. 
       Antes ela era uma desconhecida. Ela não se conhecia. Não conhecia a consequência de uma rejeição, não conhecia a si mesmo com o coração despedaçado, cortado e amassado. Ela não fazia ideia de como ela era para as outras pessoas. E toda essa desventura, fez com que, enquanto caminhasse no desconhecido, ela conhecesse a si mesmo. 

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