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A AUTORA
Allana Gonzalez
Maringaense, 16 anos. Perfeccionista, mas esculachada; irritada, e também ignorante. Durmo mais do que gostaria e escrevo mais do que poderia imaginar, só que... (+)
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O BLOG
Comecei a escrever porque gostava de brincar com as palavras, inventar humores, descrever cenários. Escrevia porque gostava de ter tudo sob controle... (+)
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Eu já não era mais eu
escrito em quinta-feira, 31 de janeiro de 2013 às 16:59
Estava sentindo falta das minhas histórias, das minhas músicas, da minha bagunça, de mim. No que eu me metera? Por você, mudei cada pedaço e parte de mim. Meu gosto, antes eu me convencia de que só estava conhecendo outro lado meu, mas não, o meu gosto musical mudou completamente por você. Do clássico eu passei para o pop. Minhas roupas, antes largas e compridas, começaram a encurtar e ajustar ao corpo, modelando e mostrando toda curva que você dizia com orgulho para os seus amigos que a sua namorada tinha. Meu cabelo cresceu, minha juba foi domada por produtos químicos até ficar escorrida e sedosa. Minhas unhas agora eram compridas e eu me acostumara a me produzir. Mais uma vez eu me perguntei naquele dia no que eu me metera. Meu sonho de ser escritora havia sido deixado para lá. Minhas histórias estavam perdidas, e eu procurava pelo meu quarto aquela bendita caixa de sapato com antigas cartas que minhas amigas, agora colegas, haviam me dado. Mas eu não achava nada naquele mar de fotos nossas, presentes seus, sapatos altos que você dera, vestidos de marca que você me incentivara a comprar. Você estava por todo o canto, em toda parede, decorando cada prateleira. E aonde eu estava? Onde eu fora parar? Eu havia me perdido em você. Meus sonhos haviam se perdido e sido substituídos pelos seus. Aquele reflexo no espelho não era meu, mas sim da pessoa que você idealizou e me transformou. E eu sentia falta daquilo que eu era, fosse um monstro ou não. Eu sentia falta da minha bagunça, e não dessa bagunça que você me tornara. Marcadores: história

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Eu já não era mais eu
escrito em quinta-feira, 31 de janeiro de 2013 às 16:59
Estava sentindo falta das minhas histórias, das minhas músicas, da minha bagunça, de mim. No que eu me metera? Por você, mudei cada pedaço e parte de mim. Meu gosto, antes eu me convencia de que só estava conhecendo outro lado meu, mas não, o meu gosto musical mudou completamente por você. Do clássico eu passei para o pop. Minhas roupas, antes largas e compridas, começaram a encurtar e ajustar ao corpo, modelando e mostrando toda curva que você dizia com orgulho para os seus amigos que a sua namorada tinha. Meu cabelo cresceu, minha juba foi domada por produtos químicos até ficar escorrida e sedosa. Minhas unhas agora eram compridas e eu me acostumara a me produzir. Mais uma vez eu me perguntei naquele dia no que eu me metera. Meu sonho de ser escritora havia sido deixado para lá. Minhas histórias estavam perdidas, e eu procurava pelo meu quarto aquela bendita caixa de sapato com antigas cartas que minhas amigas, agora colegas, haviam me dado. Mas eu não achava nada naquele mar de fotos nossas, presentes seus, sapatos altos que você dera, vestidos de marca que você me incentivara a comprar. Você estava por todo o canto, em toda parede, decorando cada prateleira. E aonde eu estava? Onde eu fora parar? Eu havia me perdido em você. Meus sonhos haviam se perdido e sido substituídos pelos seus. Aquele reflexo no espelho não era meu, mas sim da pessoa que você idealizou e me transformou. E eu sentia falta daquilo que eu era, fosse um monstro ou não. Eu sentia falta da minha bagunça, e não dessa bagunça que você me tornara. Marcadores: história

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ALLANA GONZALEZ.
“Não deixe sua felicidade depender de algo que você pode perder.”
- Autor Desconhecido
Maringaense, 16 anos. Perfeccionista, mas esculachada; irritada, e também ignorante. Durmo mais do que gostaria e escrevo mais do que poderia imaginar, só que tenho uma forte tendência a começar tudo e não terminar nada. Sou consumista compulsiva de livros, extremamente ansiosa e odeio bichos que voam na minha direção. Prefiro finais de semanas em sítio, do que ficar presa na cidade. Adoro o verão, mas gosto da atmosfera do inverno. Prefiro ficção do que romance, e sou meio claustrofóbica. Ainda escuto músicas da Disney e já estou no meu quinto diário. Não sei consolar pessoas, e também não sigo os meus próprios conselhos. Sou azarada, lerda, escandalosa. Meu sonho? Alcançar cada vez um público maior para minhas histórias.
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BAÚ DE TINTA
“E você continua escrevendo sua história pulando linhas, errando palavras, esquecendo os títulos.”
- Tati Bernardi.
Comecei a escrever porque gostava de brincar com as palavras, inventar humores, descrever cenários. Escrevia porque gostava de ter tudo sob controle, de saber o que aconteceria, e porque eu colocava como desfecho das minhas histórias as soluções para os problemas que não encontrava na realidade. Agora eu escrevo porque não aguento guardar tudo para mim, porque a realidade ficou muito chata, porque sinto demais. Escrevo primeiramente para mim e por mim. E esse blog surgiu porque eu queria que as pessoas conhecessem esse meu lado. E porque histórias são escritas para serem lidas.
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