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A AUTORA
Allana Gonzalez
Maringaense, 16 anos. Perfeccionista, mas esculachada; irritada, e também ignorante. Durmo mais do que gostaria e escrevo mais do que poderia imaginar, só que... (+)
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Comecei a escrever porque gostava de brincar com as palavras, inventar humores, descrever cenários. Escrevia porque gostava de ter tudo sob controle... (+)
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Perigo, produto frágil!
escrito em segunda-feira, 25 de março de 2013 às 16:35
É essa minha obsessão pelo crepúsculo, pela morte, pelo perfeito. Pelo fim, por minha mãe, por você, respectivamente. Se é que você entende o fato de essas três coisas repercutirem em tudo o que faço e em tudo que eu deixo de fazer. Todas minhas decisões, todas as minhas histórias, todo esse drama, o mau humor. Essa mania de só citar as coisas ruins. Veja que você faz parte dessa lista, e deveria estar em primeiro lugar. Não. Não por você ser quem você é, mas por você não ser aquele que deveria ser para mim: o meu par. Par. As coisas sempre vem em pares. O bem junto com o mal, a paz junto com a ansiedade, o amor junto com o ódio, a alegria junto com a dor, e você junto com ela. Ela e não eu. E deveria ser eu, como deveria. Mas não. E é pra você que eu escrevo. Você que nem faz ideia que eu sou uma artista, mas sim só uma coitada que se apaixonou pelo cara errado, que achou que tinha chance, que está tão apaixonada que não consegue deixar essa ideia de um dia o universo ainda conspirar a favor dessa história. Prazer, essa sou eu. Eu que fui criada pelos outros, fazendo visitas às escondidas no cemitério, indo com o coração pesado e uma rosa na mão, voltando com a maquiagem borrada e as mãos vazias, assim como o coração. Eu que vejo o crepúsculo e penso "mais um dia sem ela" e as vezes "menos um dia". O que é isso? Uma contagem regressiva? Talvez. Mas para que? Para enfim as coisas melhorarem? Sim, mesmo eu sabendo que a felicidade é tão inconstante quanto a direção da chuva, que a quantidade de grãos de areia. E isso, essa sou eu, e esses três são os meus pilares, esses três eram os meus segredos. Segredos. Ninguém aguenta viver de segredos. Uma hora eles escapam, uma hora elea vazam, e aí ninguém consegue juntar suas peças que já foram espalhadas pelo vento. Porque uma hora eles viram fardos, e pesam, dão ânsia, e acabam sendo vomitados. Eu vomitei o meu amor por você. O meu segredo. Você. Minha obsessão. Propriedade privada. De outra. E o meu coração? O meu coração que deveria ser tratado com cuidado, sendo um produto frágil, que deveria ser manuseado cuidadosamente, se espatifou sob a luz do crepúsculo em mil pedaços, e até hoje eu posso escutá-lo se partindo. Marcadores: história

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Perigo, produto frágil!
escrito em segunda-feira, 25 de março de 2013 às 16:35
É essa minha obsessão pelo crepúsculo, pela morte, pelo perfeito. Pelo fim, por minha mãe, por você, respectivamente. Se é que você entende o fato de essas três coisas repercutirem em tudo o que faço e em tudo que eu deixo de fazer. Todas minhas decisões, todas as minhas histórias, todo esse drama, o mau humor. Essa mania de só citar as coisas ruins. Veja que você faz parte dessa lista, e deveria estar em primeiro lugar. Não. Não por você ser quem você é, mas por você não ser aquele que deveria ser para mim: o meu par. Par. As coisas sempre vem em pares. O bem junto com o mal, a paz junto com a ansiedade, o amor junto com o ódio, a alegria junto com a dor, e você junto com ela. Ela e não eu. E deveria ser eu, como deveria. Mas não. E é pra você que eu escrevo. Você que nem faz ideia que eu sou uma artista, mas sim só uma coitada que se apaixonou pelo cara errado, que achou que tinha chance, que está tão apaixonada que não consegue deixar essa ideia de um dia o universo ainda conspirar a favor dessa história. Prazer, essa sou eu. Eu que fui criada pelos outros, fazendo visitas às escondidas no cemitério, indo com o coração pesado e uma rosa na mão, voltando com a maquiagem borrada e as mãos vazias, assim como o coração. Eu que vejo o crepúsculo e penso "mais um dia sem ela" e as vezes "menos um dia". O que é isso? Uma contagem regressiva? Talvez. Mas para que? Para enfim as coisas melhorarem? Sim, mesmo eu sabendo que a felicidade é tão inconstante quanto a direção da chuva, que a quantidade de grãos de areia. E isso, essa sou eu, e esses três são os meus pilares, esses três eram os meus segredos. Segredos. Ninguém aguenta viver de segredos. Uma hora eles escapam, uma hora elea vazam, e aí ninguém consegue juntar suas peças que já foram espalhadas pelo vento. Porque uma hora eles viram fardos, e pesam, dão ânsia, e acabam sendo vomitados. Eu vomitei o meu amor por você. O meu segredo. Você. Minha obsessão. Propriedade privada. De outra. E o meu coração? O meu coração que deveria ser tratado com cuidado, sendo um produto frágil, que deveria ser manuseado cuidadosamente, se espatifou sob a luz do crepúsculo em mil pedaços, e até hoje eu posso escutá-lo se partindo. Marcadores: história

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ALLANA GONZALEZ.
“Não deixe sua felicidade depender de algo que você pode perder.”
- Autor Desconhecido
Maringaense, 16 anos. Perfeccionista, mas esculachada; irritada, e também ignorante. Durmo mais do que gostaria e escrevo mais do que poderia imaginar, só que tenho uma forte tendência a começar tudo e não terminar nada. Sou consumista compulsiva de livros, extremamente ansiosa e odeio bichos que voam na minha direção. Prefiro finais de semanas em sítio, do que ficar presa na cidade. Adoro o verão, mas gosto da atmosfera do inverno. Prefiro ficção do que romance, e sou meio claustrofóbica. Ainda escuto músicas da Disney e já estou no meu quinto diário. Não sei consolar pessoas, e também não sigo os meus próprios conselhos. Sou azarada, lerda, escandalosa. Meu sonho? Alcançar cada vez um público maior para minhas histórias.
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BAÚ DE TINTA
“E você continua escrevendo sua história pulando linhas, errando palavras, esquecendo os títulos.”
- Tati Bernardi.
Comecei a escrever porque gostava de brincar com as palavras, inventar humores, descrever cenários. Escrevia porque gostava de ter tudo sob controle, de saber o que aconteceria, e porque eu colocava como desfecho das minhas histórias as soluções para os problemas que não encontrava na realidade. Agora eu escrevo porque não aguento guardar tudo para mim, porque a realidade ficou muito chata, porque sinto demais. Escrevo primeiramente para mim e por mim. E esse blog surgiu porque eu queria que as pessoas conhecessem esse meu lado. E porque histórias são escritas para serem lidas.
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