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A AUTORA


Allana Gonzalez
Maringaense, 16 anos. Perfeccionista, mas esculachada; irritada, e também ignorante. Durmo mais do que gostaria e escrevo mais do que poderia imaginar, só que... (+)

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Comecei a escrever porque gostava de brincar com as palavras, inventar humores, descrever cenários. Escrevia porque gostava de ter tudo sob controle... (+)

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Pisado, explodido, escavado... como eu.
escrito em quinta-feira, 7 de março de 2013 às 13:38

        O mesmo solo. Pisado, explodido, escavado, asfaltado. Mas o mesmo. O mesmo que, nem sei fazer a conta, trilhões de pessoas pisaram? Mais eu acho. Certeza até. Talvez. Não sei. O mesmo solo, mas modificado; que eu piso, um rei da Idade Média pisou, um ovo chocou um dinossauro. No mesmo lugar onde estou, artistas foram inspirados... Mozart, Picasso, Beethoven. No mesmo chão onde estou, brigas foram travadas, casamentos foram propostos, traições aconteceram, deuses foram adorados. Os costumes podem ter mudado, uma aculturação pode ter acontecido, mas o solo continua o mesmo. Solo formado dos ossos de Alexandre, O Grande; papas, nobres, escravos. Solo escavado pelos judeus, que num estranho espírito de submissão, cavavam a própria cova. Solo, talvez aquele Americano, pisado por Colombo algumas vezes, inconsciente de ter descoberto um novo continente. Solo, aquele solo, escavado em busca de ouro. Talvez até seja esse tal do solo roxo, ou aquele vermelho. Sei lá. Mas é o solo que um dia fora pessoas, montanhas, meteoros. Solo que um dia surgiu de uma explosão? Ninguém sabe. E eu não sei também qual é a probabilidade daquele cisco que caiu em meu olho ser o mesmo de vários outros que foram jogados em cima do caixão de Kennedy. Não sei dizer quantos grãos de areia existem. Não sei dizer tudo o que esse solo viu. Suicídios? Vingança? Piqueniques? Um camelo vestindo sunga? Um macaco dançando valsa? Um garoto se apaixonando por uma garça? Bom, nem mais eu sei e imagino o que ele viu. Talvez eu não esteja falando a verdade, talvez eu esteja enganada sobre tudo isso, mas de uma coisa eu sei: o mesmo solo que me feriu os joelhos, é o mesmo que permite que eu me levante.

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